quinta-feira, 6 de outubro de 2005

DENTRO DE MIM

Reconheci-te numa espiral de memórias perdidas,
Admirei os contornos do teu corpo,
Extensão do meu desejo...
Sorriste!
Emanavas a simplicidade de um cabelo longo,
Preso,
Como eu...
A ti.

06/10/2005

sábado, 19 de fevereiro de 2005

AMOR CEGO

A solidão que me procura, arrasta-me
Para os jardins proibidos da serenidade,
Traiçoeira como a tua própria indiferença
Que chacina as vontades reprimidas...

Na dor, encontrei a beleza efémera
De momentos carnais consumados a dois,
Alimentados pelos desejos vãos
Da inatingível união eterna...

A renunciada perseguição do amor
Extinguiu a loucura insensata,
Das vontades que me cegavam a alma
E me ausentavam de ti.

19/02/2005

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

MOMENTO

Perdi-me na certeza de um olhar...
Na passageira sensação de calma
Que atravessou o meu ser,
Cruel sensação de paixão!

Encontrei-me ao teu lado,
Amarrado aos teus desígnios,
Rodopiando no carrossel dos teus sonhos,
Onde me embriagaste de vida!

Deixaste-me numa estação sem nome,
Entre o frio e o calor das palavras,
Familiares, estranhas, intensas...
De um momento que nunca voltará.

17/02/2005

quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

SIMPLICIDADE

É tão simples amor...
Um tão simples sorriso
Faz toda a gente feliz!

Não mates uma flor em vão...
Não esqueças o inverno
Pelo prazer do verão,
Não te lembres do inferno
Para onde todos vão,
Não te lembres não...

É tão simples amor...
Um tão simples perdão
Faz toda a gente feliz...

Não deixes sofrer em vão...
Não esqueças o amor
Pelo prazer do tesão,
Não te lembres do inverno
Depois de esqueceres o verão,
Não te lembres não...

É tão simples amor...

29/12/2004

terça-feira, 21 de setembro de 2004

BREVE DESEJO

Uma brisa,
Levou o meu desejo...
Por entre os teus cabelos!

Sonhos,
Caídos do éden...
Para uma eternidade tão breve!

Livre,
Perco-me na imensidão...
Do teu amanhecer!

Sinto-te,
Prendo-te aos meus sonhos...
E deixo-te ir!

Despedes-te,
Um sorriso, um olhar azul dizem-me...
Voltarei!

21/09/2004

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

PERFEITOS APAIXONADOS

Esse momento á deriva...
Agarra-o! Molda-o! Dá-lhe sentido!
Faz dele o teu orgulho.
O amanhã está perdido
Se deixas o amor passar...

Estás presa a esses restos
De imagens do passado,
Vividas algures por quem
Já não é teu, nem amado.

Sente a paixão a nascer!
Alimenta-a com beijos,
Súplicas e grandes desejos!
E ao nascer do novo dia
Vais-te sentir uma deusa!

Confessar-me-ás os amores
Que te rasgaram o corpo,
Os delírios e os horrores...
Daremos as mãos p'ra sempre!

Entrarei dentro de ti...
E em ímpetos incontroláveis
De prazer atravessados,
Seremos mais do que humanos...
Perfeitos apaixonados!

20/09/2004

sábado, 24 de abril de 2004

NEM CÃO...

Esta raiva morreu.
Dentro de ti... morreu.
E não quero saber...
Nem de ti nem de mim
Nem de quem vier caído do céu!
Parei.
Um dia já não.
Agora é passado,
Os sonhos um mundo vão...
Sentido, perdido,
Sou nada no fundo...
Nem cão,
Amigo,
Muito menos fiel...
Quem pode no mundo?
Que mesquinhice!
A noite do dia...
Sabia ser mais do que tudo,
A noite em que nunca te via...
E o tempo passava,
Passava
Passava
E eu?
Morria
Morria...
Nunca, nunca te via...
Quem és tu?
Não és quem eu sou de certeza...
De certeza
De nada.
De tudo o que essa frieza,
De tudo o que esta avareza
Treinada,
Que nem cão...
Nem amigo.

24/04/2004

Ah...

Arrastado pela minha própria dor
Vou com a maré... para onde não sei.
Consumido p’la chama do amor
Que um dia ardeu e por fim apaguei.
Que só tu...
Que só eu...
Que nada mais tenho p’r’arder...
Tudo o que dei foi demais,
Tudo acabei por perder...

P’ra onde vai
O velho bandido,
Cansado,
Perdido,
Só...
Que só tu...
Que só eu...
Sabemos onde isto vai dar...
P’ro rio?
P’ro mar?
Ah, não...

Digo e gosto de estar,
Aqui,
Só,
Que só tu...
Que só eu...
Sabemos que está a custar...
P’ro fim?
P’ro meu fim?
Ah! Sim!

24/04/2004

QUE TAL?

Adorava que me visses...
Tal qual...
Sente... que importa viver assim?
Que tal é afinal?
Mente... que importa falar assim?...
Mal, mal...
Muito mal.
Canta p’ra mim!
É triste viver assim...
Que tal é afinal?

24/04/2004

NADA

Da vida quero nada.
De ti,
Daquela que me foi dada,
Daquela que me deu tudo...
Nada.

24/04/2004