sábado, 24 de abril de 2004

NEM CÃO...

Esta raiva morreu.
Dentro de ti... morreu.
E não quero saber...
Nem de ti nem de mim
Nem de quem vier caído do céu!
Parei.
Um dia já não.
Agora é passado,
Os sonhos um mundo vão...
Sentido, perdido,
Sou nada no fundo...
Nem cão,
Amigo,
Muito menos fiel...
Quem pode no mundo?
Que mesquinhice!
A noite do dia...
Sabia ser mais do que tudo,
A noite em que nunca te via...
E o tempo passava,
Passava
Passava
E eu?
Morria
Morria...
Nunca, nunca te via...
Quem és tu?
Não és quem eu sou de certeza...
De certeza
De nada.
De tudo o que essa frieza,
De tudo o que esta avareza
Treinada,
Que nem cão...
Nem amigo.

24/04/2004

Ah...

Arrastado pela minha própria dor
Vou com a maré... para onde não sei.
Consumido p’la chama do amor
Que um dia ardeu e por fim apaguei.
Que só tu...
Que só eu...
Que nada mais tenho p’r’arder...
Tudo o que dei foi demais,
Tudo acabei por perder...

P’ra onde vai
O velho bandido,
Cansado,
Perdido,
Só...
Que só tu...
Que só eu...
Sabemos onde isto vai dar...
P’ro rio?
P’ro mar?
Ah, não...

Digo e gosto de estar,
Aqui,
Só,
Que só tu...
Que só eu...
Sabemos que está a custar...
P’ro fim?
P’ro meu fim?
Ah! Sim!

24/04/2004

QUE TAL?

Adorava que me visses...
Tal qual...
Sente... que importa viver assim?
Que tal é afinal?
Mente... que importa falar assim?...
Mal, mal...
Muito mal.
Canta p’ra mim!
É triste viver assim...
Que tal é afinal?

24/04/2004

NADA

Da vida quero nada.
De ti,
Daquela que me foi dada,
Daquela que me deu tudo...
Nada.

24/04/2004