sábado, 19 de fevereiro de 2005

AMOR CEGO

A solidão que me procura, arrasta-me
Para os jardins proibidos da serenidade,
Traiçoeira como a tua própria indiferença
Que chacina as vontades reprimidas...

Na dor, encontrei a beleza efémera
De momentos carnais consumados a dois,
Alimentados pelos desejos vãos
Da inatingível união eterna...

A renunciada perseguição do amor
Extinguiu a loucura insensata,
Das vontades que me cegavam a alma
E me ausentavam de ti.

19/02/2005

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

MOMENTO

Perdi-me na certeza de um olhar...
Na passageira sensação de calma
Que atravessou o meu ser,
Cruel sensação de paixão!

Encontrei-me ao teu lado,
Amarrado aos teus desígnios,
Rodopiando no carrossel dos teus sonhos,
Onde me embriagaste de vida!

Deixaste-me numa estação sem nome,
Entre o frio e o calor das palavras,
Familiares, estranhas, intensas...
De um momento que nunca voltará.

17/02/2005