terça-feira, 21 de setembro de 2004

BREVE DESEJO

Uma brisa,
Levou o meu desejo...
Por entre os teus cabelos!

Sonhos,
Caídos do éden...
Para uma eternidade tão breve!

Livre,
Perco-me na imensidão...
Do teu amanhecer!

Sinto-te,
Prendo-te aos meus sonhos...
E deixo-te ir!

Despedes-te,
Um sorriso, um olhar azul dizem-me...
Voltarei!

21/09/2004

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

PERFEITOS APAIXONADOS

Esse momento á deriva...
Agarra-o! Molda-o! Dá-lhe sentido!
Faz dele o teu orgulho.
O amanhã está perdido
Se deixas o amor passar...

Estás presa a esses restos
De imagens do passado,
Vividas algures por quem
Já não é teu, nem amado.

Sente a paixão a nascer!
Alimenta-a com beijos,
Súplicas e grandes desejos!
E ao nascer do novo dia
Vais-te sentir uma deusa!

Confessar-me-ás os amores
Que te rasgaram o corpo,
Os delírios e os horrores...
Daremos as mãos p'ra sempre!

Entrarei dentro de ti...
E em ímpetos incontroláveis
De prazer atravessados,
Seremos mais do que humanos...
Perfeitos apaixonados!

20/09/2004

sábado, 24 de abril de 2004

NEM CÃO...

Esta raiva morreu.
Dentro de ti... morreu.
E não quero saber...
Nem de ti nem de mim
Nem de quem vier caído do céu!
Parei.
Um dia já não.
Agora é passado,
Os sonhos um mundo vão...
Sentido, perdido,
Sou nada no fundo...
Nem cão,
Amigo,
Muito menos fiel...
Quem pode no mundo?
Que mesquinhice!
A noite do dia...
Sabia ser mais do que tudo,
A noite em que nunca te via...
E o tempo passava,
Passava
Passava
E eu?
Morria
Morria...
Nunca, nunca te via...
Quem és tu?
Não és quem eu sou de certeza...
De certeza
De nada.
De tudo o que essa frieza,
De tudo o que esta avareza
Treinada,
Que nem cão...
Nem amigo.

24/04/2004

Ah...

Arrastado pela minha própria dor
Vou com a maré... para onde não sei.
Consumido p’la chama do amor
Que um dia ardeu e por fim apaguei.
Que só tu...
Que só eu...
Que nada mais tenho p’r’arder...
Tudo o que dei foi demais,
Tudo acabei por perder...

P’ra onde vai
O velho bandido,
Cansado,
Perdido,
Só...
Que só tu...
Que só eu...
Sabemos onde isto vai dar...
P’ro rio?
P’ro mar?
Ah, não...

Digo e gosto de estar,
Aqui,
Só,
Que só tu...
Que só eu...
Sabemos que está a custar...
P’ro fim?
P’ro meu fim?
Ah! Sim!

24/04/2004

QUE TAL?

Adorava que me visses...
Tal qual...
Sente... que importa viver assim?
Que tal é afinal?
Mente... que importa falar assim?...
Mal, mal...
Muito mal.
Canta p’ra mim!
É triste viver assim...
Que tal é afinal?

24/04/2004

NADA

Da vida quero nada.
De ti,
Daquela que me foi dada,
Daquela que me deu tudo...
Nada.

24/04/2004

quarta-feira, 3 de setembro de 2003

ESTA CRIANÇA

O tempo leva-me aos poucos...
E o que deixa ficar é uma noite perdida do dia,
Que espera em vão pelo sol, como os loucos
Vivem á espera que alguém lhes sorria.

E tu, p’lo que esperas? Essa criança
Sozinha, perdida e cansada...
Ainda luta? Ainda tem esperança?
Ainda espera ser encontrada?

Não vale a pena ter tudo
Porque tudo o que temos é nada,
Mas sei que se ficasse mudo
Tu não ficarias calada!

Eu ainda espero... Esta criança
Sozinha, perdida e cansada...
Ainda luta, ainda tem esperança
De um dia ser encontrada...

03/09/2003

sábado, 2 de agosto de 2003

AMOR PERDIDO

Odiar-te?... Jamais! Não!
És tudo o que há p'ra ver
P’r’além da mera paixão!

És o verde do meu horto!
Tingido pela distância
Até que eu esteja morto...

És o ar que me dá vida!
Obsessão que me sufoca
Até que estejas despida...

Dessa raiva que me mata...
Vivida longe de mim
Não é justo... rai’s te parta!

E hás-de me ver morrer...
Quando matares esse amor
Que tanto me fez sofrer!

02/08/2003

CEGA PAIXÃO

Abri a janela mas nada senti,
Meus olhos cansados de tanto tentar...
Entender aquelas imagens de horror,
Batalhas sangrentas, as cenas que vi...
Estava sozinho sem ter quem amar,
Saudades doridas do meu grande amor...

Vontade tão forte de me atirar,
P’ro meio da fúria que vive lá solta...
Talvez entender o que lhe dá vida,
E correr atrás dela até a matar...
Sei que esta dor já não tem mais volta,
Comprei um bilhete apenas de ida...

E quando pensava que estava perdido,
Senti a paixão bater-me nas costas...
Olhou para mim e disse: “Voltei”,
Estás perdoado por me ter mentido...
E vi a paisagem que tu tanto gostas,
O mundo perdido que um dia eu amei.

02/08/2003

sexta-feira, 1 de agosto de 2003

TORMENTO

A dor afoga tudo o que sinto...
Dia a dia, a crueldade do mundo
afasta-me da certeza... minto
e paro apenas no fundo.

Do que um dia já foi tudo
e no outro nada era,
A cada dia que passa, mudo...
E aguento a espera.

Algures na vida deve existir
um sentimento diferente,
Pois se assim não for, prefiro dormir
a vaguear errante, demente.

Apenas já nada de novo encontro
depois de me ter afogado vezes demais,
Sinto que me tornei um monstro
tal qual cabo das tormentas, e mais...

Ainda espero por outro navio
na esperança de ser resgatado,
Mas em alma alguma eu confio...
Sinto-me velho e cansado.

01/08/2003